domingo, 12 de setembro de 2010

A busca

Felicidade é um objeto estranho, que nunca usarei como barganha. Buscar no antes e no depois, querer saber onde estava melhor. Felicidade é ausência de tristeza? Schopenhauer estava certo, afinal?
Encontro-me na posição contrária a de Schopenhauer: todo momento é feliz, exceto por lapsos de angústia. E os lapsos de angústia, para ser bem sincero, são mais fáceis de evitar que os momentos de felicidade são de conseguir.
Tive meus momentos procurando objetos de gozo e prazer, uma busca ordenada pela sociedade moderna, que não sei ser perversa ou neurótica. Mas não gostando de busca alguma. A angústia da busca, sim, é minha infelicidade.
O destino tudo possui: direito incontestável sobre tudo o que conquistamos e ainda sobre nós mesmos. Então a busca é em vão. A busca pela felicidade, repito, é em vão.
Não persiga a felicidade, mas a ausência de dor.

Um comentário:

  1. "A angústia da busca, sim, é minha infelicidade."
    Essa parte me tocou. Experimento essa sensação da qual você fala. Muito forte. Meu pesos pendem nessa balança.
    Não concordo com o final do texto, imagino que porque não experimentei uma decisão tão contundente como o posicionamento que você toma.
    POis. Abraço.

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