domingo, 3 de março de 2013

Um erro

Eu achava que estava no fundo do poço de novo. Eu achava que era um psicopata. Tudo por que eu não sabia o que queria da vida. Tudo por que minha escada é cinza e feia.
Errado, tudo errado. O primeiro a saber é que nunca conheci o fundo do poço. O poço sempre é mais fundo, e exatamente agora eu estou mais fundo poucas semanas atrás.
O segundo a saber é que não sou um psicopata, sociopata, psicótico. Eu não sou aquela pessoa que "tudo bem". Não quero viajar, tudo bem. Não quero ver você, tudo bem. Não quero sua amizade, tudo bem. Não quero se afeto, tudo bem. Não, cara, não. Eu me incomodo. Pra caramba. Não sei o que tenho de bom que raramente eu sinto essas coisas (isto é, não sei que qualidade eu tenho que faz com que as pessoas queiram estar próximas de mim e que eu não sofra por não quererem). Por que, sinceramente, eu sei meus defeitos e não sei por qual motivo ainda tem alguém perto de mim, e, mais importante, como essa quantidade de pessoas é suficiente. Talvez eu realmente queira pouco, e tudo bem. Enfim, tenho sentimentos e, ao menos de vez em quando, eu gostaria que eles recebessem atenção (embora esse seja o preço que eu pago por não dar atenção ao sentimento de ninguém).
Terceiro que ainda não sei o que quero da vida. E é por isso que, ao invés de sair do buraco em que me encontro, eu cada vez cavo mais. Eu sei que tipo de pessoa que não quero ser, mas, se eu tirar os meus defeitos mais fortes, simplesmente não vai sobrar Leandro pra contar história. E não estou dizendo "me aceite como sou, o Leandro é assim. Estou dizendo "sou uma droga". Mas eu sei o que quero: quero encontrar algo pra ocupar esse espaço quando as coisas ruins forem retiradas, para assim ainda existir Leandro.
Queria até trocar esse nome, que eu acho feio pra caramba...

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