terça-feira, 17 de junho de 2014

666

Tropeço e olho pra mim,
os olhos voltados pra dentro...
novamente eu me atormento:
não sei por que sou assim.


Faze o que tu queres

Sinceramente, é amargo viver em sociedade,
observar-me tão estranho no mundo...
se por vezes desejei ser igual,
hoje desejo que todos fossem diferentes.
Bizarros são a rigidez com que vivem seus tabus
e os olhares dos que não entendem.

Me repreendem e se surpreendem
ao ouvirem os meus nãos...
não, não concordo com isto!
E não, não é meu direito de discordar.
Estou observando a realidade
e permitindo que todos sejam diferentes.

Você, meu caro, faça o que quiser,
só não puna, machuque ou impeça
outros de seres de fazerem o mesmo.
É inerente a todo ser humano,
senão a todo ser vivo,
e tens como a obrigação de permitir
que o outro cumpra também sua Vontade
sem interferências.

Viva por sua própria lei,
trabalhe como desejar,
morra como e quando desejar,
ame quem, como e quando desejar.
E permita que os outros também.

As leis mundanas deveriam ter como objetivo
assegurar a liberdade maior de cada indivíduo,
e o crime ser a violação da vontade de alguém.

Você não gostar não é motivo suficiente
para qualquer coisa ser impedida. É simples.
Suas preocupações devem ser transcritas
em questões universais. Suas proposições
devem ser coloca à luz da razão. Devem
convencer pessoas de qualquer lugar.


Desculpem-me a confusão destas palavras.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os comentários são livres. Sua opinião será levada em consideração para as próximas postagens.