segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Casulo


Mostrar que sinto,
mostrar o que sou.
Necessidade humana
de compartilhar,
de dividir mágoas,
angústias e risos.
Um mundo no qual
tudo está visível,
um livro de retratos
programados.
Não sou, não consigo.
Sou reservado, simples.
Hoje, sozinho,
preciso explodir,
colocar pra fora,
pra qualquer um
que me compreenda.
Atirar para todos
os lados palavras,
imagens, sons, formas.
Quero solidão,
quero companhia.
Quero deixar de existir,
quero ser alguém.
Quero poder me descontrolar,
quero controle.
Indiretas, poesias,
expressões, músicas,
abraços, amigos.
Nada.
Não sou isso,
já disse, não sou.
Procuro neste mundo
um estranho como eu,
disposto a gastar
alguns minutos
ou horas
contando histórias
e compartilhando informações.

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