quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

2014

2014, o ano mais incomum de minha vida.
2013 e 2014 foram anos tão longos e cheios de coisa que, juntos, pareceram três ou quatro anos.
Morar com Alice, adotar um gato, ter dois empregos, mudar o que penso, o que faço, com quem me relaciono.
Ao contrário daquela série de textos em que me vejo no fundo do poço, agora eu encontrei uma escada, subi, já saí do buraco e tô escalando uma montanha. Com calma, sem pensar muito, mudando de dentro pra fora.
Na contra-mão do que todo os que conheço fazem (estudar, buscar um emprego melhor, crescer socialmente e financeiramente), busquei mudanças interiores, do dia-a-dia. Felicidade, calma, risos, boas companhias, bons hábitos.
E Brasília.
Aqui em Brasília encontrei a possibilidade de fazer mudanças radicais em mim mesmo (como andar de skate haha). Mas sério: após uma experiência no final de 2013 (onde alugamos um quarto do apartamento que morávamos para duas pessoas maravilhosas), eu e Alice decidimos morar o mais perto possível do meu trabalho e da faculdade dela, e chamar mais pessoas para morar conosco. Seis pessoas (e um gato), duas conhecidas por entrevistas, num apartamento de três quartos, uma família não aceita pela constituição, uma simplicidade compulsória, uma economia de recursos (tempo, dinheiro, cortisol).
Não é dinheiro que traz felicidade (mas ajuda). É tempo (que dizem ser a mesma coisa). Tempo bem gasto. Quem gasta bem o tempo sabe que sempre sobra (assim como dinheiro). E saber não pensar em nada durante esse tempo que sobra é a chave. Andar de bike, sozinho ou acompanhado, pra qualquer lugar (nessa cidade parte) é excepcional. É qualidade de vida.
Estou feliz, livre, ignorando convenções sociais, sendo mais saudável (alimentação e hábitos).

O que mais me faz falta aqui são família e amigos. Em especial Ian, Roberto e Thadeu. Abraços. :)

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