quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Paixão



Minhas paixões nada têm a ver com posse.
Não há ciúme, muito menos medo.
Esses sentimentos existem, mas não dentro da paixão.
Não a aumentam, não são necessários.
Ás vezes a impedem de ser plena.

Minha paixão é simples, clara:
Uma vontade enorme de viver aquela coisa.
Viver música, jogos, poesias, pessoas, pensamentos.
Querer descobrir, me aprofundar, me relacionar com aquilo.
(cada uma dessas coisas num momento)

A paixão é um vício.
Traz euforia, falta de sono, angústia. (angústia boa)
É passar a noite conversando, trocando olhares, querendo entender
aquela pessoa, aquela equação, aquela música, aquela estrela.
É tentar alimentar o vício.

Objetificar? Deixe de ser antropocêntrico.
Vejo diversos males, e nenhum bem, em querer separar a paixão por pessoas da paixão por coisas.
Da sua forma (separada), eu apenas permitiria dizer que diversos sentimentos que existem na primeira, mas não na segunda, são intrínsecos à paixão.
Da minha forma, eu provo: paixão nada tem a ver com propriedade.

Se discorda de mim, tudo bem.
Talvez eu e você funcionemos de forma distinta (pouco provável).
Ou talvez utilizemos palavras iguais para coisas diferentes.
Precisaríamos comparar IMRs e exames de sangue de um artista (apaixonado por arte), de um cientista (apaixonado por descobertas) e de alguém apaixonado por pessoas.
Ver lá as áreas do cérebro, a ocitocina, a vasopressina.

Só espero que o artista não perca o senso crítico e o cientista não perca o rigor científico.

Eu ainda acho que as informações por aí estão erradas, que estão misturando as coisas...
Vai dizer que a galera que descobriu a ocitocina (imagem da postagem) não estava apaixonado pelo que fazia?
Ou talvez eu esteja apenas misturando emoção e sentimento.
Que emoção eu não sinto.

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