terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Escala Dawkins (reescrito)

Eu achei que tinha postado isso aqui, mas foi no facebook:

Escala Dawkins (em inglês)
#PraCegoVer: Imagem com a "Escala Dawkins" explicada em inglês.
A Escala Dawkins, ou Espectro de Probabilidade Teísta, foi criado por Richard Dawkins, em paralelo à Escala Kinsey (para sexualidade), [começa aqui o que copiei da wikipedia] é uma forma de categorizar o nível da crença de alguém com relação à probabilidade da existência de uma deidade.

Dawkins coloca que "a existência de Deus é uma hipótese científica como qualquer outra". Ele prossegue em propor um contínuo "espectro de probabilidades" entre dois extremos de certeza opostos, que podem ser representados por sete "marcos". Dawkins sugere afirmações definitivas para representar as possíveis posições ao longo do espectro de probabilidade teísta. Esses "marcos" são:

1. Teísta forte. 100 por cento de probabilidade da existência de Deus. Nas palavras de C.G. Jung: "Eu não acredito, eu sei".
2. Teísta de fato. Probabilidade muito alta mas abaixo de 100 por cento. "Eu não sei ao certo, mas tenho fé de que Deus existe e vivo minha vida assumindo que ele está lá".
3. Inclinado ao teísmo. Acima de 50 por cento mas não muito alta. "Sou muito incerto, mas estou inclinado a acreditar em Deus".
4. Completamente imparcial. Exatamente 50 por cento. "Existência de Deus e não-existência têm probabilidade exatamente igual".
5. Inclinado ao ateísmo. Abaixo de 50 por cento mas não muito baixa. "Eu não sei se Deus existe, mas estou inclinado a ser cético".
6. Ateu de facto. Probabilidade muito baixa, mas acima de zero. "Eu não sei ao certo mas acho Deus muito improvável, e vivo minha vida assumindo que ele não existe".
7. Ateu forte. "Eu sei que Deus não existe, com a mesma convicção que Jung sabe que ele existe".

[termina aqui o que copiei da wikipedia]

Sou 6 na Escala Dawkins. Você, que me conhece, deve pensar "Não, Leandro, você é 7".
Vou te contar uma história que ao mesmo tempo explica o fato de eu ser um 6 na escala e que a afirmação "ateus tem tanta fé quanto religiosos" é mentirosa e até ofensiva.

Conversando com um colega de trabalho, evangélico, quando ele me pergunta:
- E se Deus aparecesse na sua frente?
Pensei e respondi:
- Bom, depois de eu ter certeza que não estou dormindo, alucinando, sob efeito de drogas ou sendo enganado por alguém, eu certamente vou acreditar em Deus... - pensei mais - e vou perguntar a ele coisas como "alguma religião está correta?" e "a bíblia e seu conteúdo são mesmo sagrados e verdadeiros?". Eu teria dúvidas da resposta de Deus, claro, ele se mostra bem sacana na bíblia, não esqueça da história de Abraão... - brinquei.
Respondida a pergunta, retruquei:
- E se Thor descesse do céu como um raio, empunhando Mjölnir, o que você faria?
Antes de contar a resposta, confesso que já imaginava coisas sobre achar que era uma enganação do diabo. E não é preconceito, como explicarei mais a frente. A resposta dele foi:
- Isso não vai acontecer, pois Thor não existe.

ISSO, meus amigos, é a diferença entre 1 e 2. O oposto disso é a diferença entre 6 e 7.
Isso também é o cinismo da fé, em oposição ao ceticismo da ciência. Eu não creio em Deus, pois nunca tive motivos para tal, e não por fé.

Sobre a enganação do diabo:
Uma conhecida, católica, que trabalhava comigo tinha um avô doente (avô famoso, um falecido político de Fortaleza). Esse senhor estava com câncer. Um grupo espírita ligou e afirmou que, em contato com espíritos maiores, souberam que ele podia parar o tratamento, pois o câncer estava em remissão. Os exames seguintes desse senhor apontaram realmente a remissão.
Um colega de trabalho, espírita, pergunta:
- Depois dessa, você não acredita?
A resposta:
- Essa religião é do diabo. O diabo faz isso, dá coisas boas para enganar a pessoa e trazê-la para ele.

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