quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Poema de abertura para a nova vida

Poema de abertura para a nova vida

Eu mesmo estranho a alegria,
aproveito sem dó a solitude
e vejo nisso tudo uma virtude:
a de viver o que me traz o dia.

Não importa aqui o quanto mude,
continuarei fazendo o que fazia:
ao invés de chorar de nostalgia,
eu rio com a eterna juventude.

Os problemas são parte do passado.
Hoje somente preservo ao meu lado
os que demonstram sincera lealdade

e me regozijo pela oportunidade
de separar o útil da amizade,
de distinguir o certo do errado.

///

Poema de fechamento para a realidade

Desconfio da noção
que crio da realidade.
Como pode felicidade
existir com depressão?

Abalada, minha emoção
caminha com sobriedade
enfrenta com dificuldade
os dias que ainda virão.

O riso frouxo é sedativo,
quando rido sem motivo,
usado contra a lembrança:

é o passado que alcança,
que machuca essa criança,
parecendo um fugitivo.

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